Educação, um caminho sem volta.


Como de costume, acordei e, ainda na cama, peguei o celular pra dar uma olhada nas mensagens dos grupos da família. Posso apostar que você também faz parte de vários, mesmo achando que dois (se você for casado) seriam mais que suficiente!


Entre as dezenas de mensagens de bom dia, de memes, matérias que você recebeu em todos os grupos e mensagens indesejadas sobre a nossa patética política (pra começar a causar logo pela manhã), tinha uma de minha cunhada, em formato de arquivo, que me deixou curiosa. Por que alguém compartilharia um comunicado da escola do filho, num grupo de família? E para a minha surpresa, era sobre as disciplinas que a escola estava oferecendo aos alunos, do 3º ano do Ensino Fundamental, no contraturno.


Fiquei encantada com o que vi, pois me encheu de esperança. Programação, Educação Financeira, Jogos de Raciocínio e Laboratório de Matemática (que é algo mais convencional e já trabalhado em muitas escolas, porém extremamente necessário, se fugir desse conceito falido de decorar fórmulas que, com apenas um comando, o aluno pode encontrar no Google).


O objetivo das aulas de Programação é estimular os alunos a desenvolverem a sua capacidade criativa, “assumindo a posição de criador de produtos ao invés de meros consumidores da tecnologia que lhes é oferecida”.


Já as aulas de Educação Financeira têm o intuito de “proporcionar aos estudantes um conhecimento mínimo sobre o uso adequado do dinheiro, consumo consciente, como fazer planejamento financeiro etc.”


Nas aulas de Jogos de Raciocínio os alunos serão desafiados constantemente por problemas que os estimularão a pensarem rápido e a traçarem inúmeras estratégias para conseguirem atingir seus objetivos.


E por fim, no Laboratório de Matemática, os alunos trabalharão conceitos matemáticos de forma lúdica e prática por meio de jogos e projetos, a fim de fortalecerem suas habilidades lógico-matemáticas.


Além disso, a escola é bilíngüe. Infelizmente o que ainda é um luxo pro nosso país, nesse mercado completamente globalizado, é requisito básico. Quem não fala inglês sempre vai ficar na sala de visita.

Mas afinal, qual o papel da escola? Por que o setor da Educação é um dos que mais cresce no mundo online? E não estou falando só de Brasil. Ontem, meu filho mais novo, que faz Faculdade de Engenharia Mecânica aqui nos Estados Unidos, estava indignado com a maioria das aulas. Professores seguindo um conteúdo programático que não fazem o mínimo sentido pra vida prática. Em plena era digital, ter que ficar decorando fórmulas, não faz o mínimo sentido!


Alguém precisa avisar aos Governos e instituições de ensino tradicional que metodologia de ensino, diferente de vinho, quanto mais velha fica, só piora! Em que momento vai haver uma preocupação real em preparar os jovens para a vida e para o mercado de trabalho, que está em constante mudança? A propósito, esses mesmos jovens estão, cada vez mais cedo, criando seus próprios negócios e redesenhando a forma de fazer negócios.


É surpreendente a quantidade de cursos criados e oferecidos pelas novas gerações. Elas não querem perder tempo com o que não vai acrescentar. E um fato bem interessante, que tenho percebido é a tendência desses jovens identificarem em que área da vida eles se destacam ou gostariam de se destacar e colocarem todo o seu esforço nisso. Diga-se de passagem, muito mais inteligente que passar horas decorando qual a capital da Mongólia, a vegetação da Nova Zelândia ou em que ano Napoleão foi exilado na ilha de Elba.


E antes que eu tenha te passado a idéia equivocada que não sou a favor da educação tradicional, eu quero te dizer que sou a favor de aprendermos bem a nossa língua, de desenvolvermos a capacidade de interpretação, de desmistificarmos a matemática, enfatizando bastante o raciocínio lógico, de compreendermos as leis da física e entendermos alguns processos químicos que aplicamos em nosso dia-a-dia. Também acho importante entendermos a nossa história, a história do mundo, porque chegamos até aqui e como nos tornamos o que somos. Mas sempre com foco no porque.


Outro conhecimento que, em minha opinião é essencial, é sobre o nosso corpo e a nossa mente. Quando mais cedo entendermos a importância de conhecermos o funcionamento de ambos, melhor saúde e qualidade de vida teremos. Esse pra mim deveria ser o objetivo principal das matérias de ciências e biologia. Sem falar no inglês, já mencionado anteriormente.


Mas onde entram as famosas soft skills tão exigidas pelas empresas nos processos de contratação? Elas não podem ser ignoradas! Conhecimento técnico, qualquer um aprende. Mas capacidade de pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade, negociação, trabalho em equipe, comunicação assertiva, flexibilidade, pensamento analítico, proatividade e por aí vai, aprende aonde?

Eu não sei se você tem filhos que dependem de você e como você enxerga a importância da educação na vida deles. Os meus, já estão na universidade e o esquema aqui em casa é de aprendizado constante. A nossa cartilha reza que só depende de você se preparar pra chegar aonde você deseja e que a média é muito fraca. Sabendo disso, você escolhe de que lado quer estar.

O Lifelong Learning (aprendizado ao longo da vida) é um caminho sem volta. Imagine que há 30, 40 anos, a Barsa era o melhor que tínhamos. Ainda bem que evoluímos bastante nesse sentido e a informação nunca foi tão democratizada. E se você ainda não está surfando essa onda de aprendizado, tá esperando o que pra começar? A hora é agora! Isso pode abrir possibilidades de uma carreira alternativa, um novo hobby ou de simplesmente de continuar forçando a sua mente a evoluir. Como diria Einstein, uma mente que se abre a uma nova idéia, jamais volta ao seu tamanho original.


Não há investimento melhor que em você! Conhecimento é o nosso maior ativo. E ontem à noite, fomos dormir mais pobres (não posso perder a piada), porém muito felizes! Acabamos de fazer um investimento em dois cursos que acreditamos ser um passo importante para as nossas carreiras. E o mais legal foi ver meus filhos super empolgados com a possibilidade de aprender algo que poderá levar eles ao próximo nível. PS: Eles pagaram o curso deles. Só demos uma pequena contribuição, até como incentivo. “Se você correr o risco, pode acabar fracassando. Mas se não correr, já fracassou!”




PS: A instituição de ensino que mencionei no início é o Colégio Helyos, que fica na cidade de Feira de Santana - BA..



Créditos:

Imagens: Pixabay